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IMPRENSA E  INTERNET:

ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVOS

CESAR PASOLD

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Costumo afirmar – e não acredito estar exagerando- que a internet cumpre na história da humanidade o mesmo papel revolucionário que, outrora, cumpriu a invenção da imprensa atribuída ao alemão Johannes Gutenberg, nascido em 1397 e falecido em 1468, na cidade de Mainz, na Alemanha.

A internet nasceu ao final da década de 1960, como uma rede fechada entre um grupo de computadores americanos que armazenavam, com segurança e em comunhão, dados estratégicos ao Governo dos Estados Unidos. Dali em diante, com a criação da web, ela se expandiu de forma então inimaginável.

Quando me refiro à semelhança de função revolucionária ( e repito o adjetivo porque estou convicto deste caráter comum a ambas)  da imprensa e da internet, o que quero dizer é que cada uma delas – a invenção da imprensa e a introdução da internet- deflagrou, nos seus respectivos momentos históricos, uma mudança extraordinária, seja qualitativamente e quantitativamente, seja em termos de dinamismo (= velocidade + efetividade) da comunicação nas relações humanas e organizacionais.

Além desta semelhança como ponto nodal histórico que inicia nova era na comunicação, a imprensa e a internet apresentaram e apresentam outras características semelhantes, quer  positivas quanto negativas.

Positivamente, ambas trouxeram um aumento na velocidade da troca de idéias entre as pessoas, ampliaram significativamente o número possível de receptores de um mesmo transmissor, e abriram novos caminhos para o surgimento de talentos humanos nas mais diversas áreas. Além disto, as duas ampliaram e ampliam ainda mais, em seu tempo de surgimento e sempre e agora, nos seus peculiares estilos e modos,  o exercício criativo e a produção cultural e artística multitemática, bem como a divulgação cultural, artística e científica das realizações da inteligência humana e da inteligência artificial.

Do ponto de vista negativo, merece enfático registro, como exemplo, o fato de que ambas facilitaram e facilitam o alcance de pessoas, inclusive das crianças e adolescentes, a informações, imagens e comentários para cuja exposição estas pessoas não estão preparadas. Nesta linha, trago como exemplo,  a facilidade de acesso por parte de jovens e adolescentes a  revistas e livros  pornográficos, mesmo que tenham sido estabelecidas algumas restrições à comercialização deste tipo de publicação.

Na internet, neste específico, o acesso é livre, absolutamente livre, sem obstáculo e, por enquanto, sem qualquer mecanismo restritivo genérico. Visitar e percorrer um site com material pornográfico é uma operação extremamente fácil e que pode, por isto, ser efetuada por qualquer criança ou adolescente que conheça as técnicas básicas de manipulação da internet.

Outro assunto destacado quanto à internet é o das redes sociais virtuais, as quais adquirem a cada dia maior penetração e força. Elas, se de um lado realizam excelente trabalho de socialização de conhecimentos, de ampliação do relacionamento e da atuação humana, de estimulação à aculturação e à aquisição de informação imediata, de outra parte servem para distorções de fatos, de imagens e de pessoas, retransmitindo inverdades prejudiciais a pessoas físicas e jurídicas. Assim também pode ocorrer, registre-se, na imprensa.

Ambas, internet e imprensa, como acontece com qualquer invenção humana tem o seu uso (e abuso) determinado pela ética de quem as utiliza e as manipula.

Quando é a ética comprometida com bem comum que preside a utilização da internet ou da imprensa, estas prestam função social, cultural, política relevante e elogiável.

Quando é a ética distorcida e egoísta que determina o seu uso, internet e imprensa se afastam do interesse coletivo e entram em disfunção axiológica.

 

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