Discurso introdutório proferido pelo Acadêmico Antônio Manoel da Silva, o Biéli, ocupante da Cadeira nº 17 da Academia de Letras de Palhoça, na função de mestre de cerimônias, em favor de Zelka de Castro Sepetiba, na Sessão da Saudade ocorrida no dia 27 de setembro de 2024, às 20h00min, na sede da ALP – Palhoça – Santa Catarina.
Boa noite a todos!
Senhoras e senhores, confrades e confreiras, autoridades e personalidades presentes, amigos e familiares da grande homenageada desta noite,
Reunimo-nos hoje não apenas para lamentar uma perda irreparável, mas, sobretudo, para celebrar a vida de uma mulher extraordinária: a Confreira Zelka de Castro Sepetiba, uma das fundadoras deste honrado sodalício.
Professora universitária, mestre em Língua Aplicada, escritora e poetisa, Zelka deixou uma marca profunda e definitiva naqueles que tiveram o privilégio de conhecê-la. Sua partida, ocorrida em 24 de maio de 2024, nos comove profundamente, mas também nos convida à gratidão por tudo o que ela nos legou: memórias afetuosas, ensinamentos valiosos e uma trajetória inspiradora.
Tive a honra de ser seu aluno na UDESC, entre os anos de 1988 e 1991. Durante esse período, como tantos outros, fui tocado pela profundidade de seu saber, pela elegância de seu intelecto e, acima de tudo, pela imensa generosidade de seu espírito.
Zelka não era apenas uma professora de Português. Era uma verdadeira guia no vasto universo das palavras — uma mestra que nos estimulava a ultrapassar os limites do esperado, a refletir sobre o poder transformador da linguagem e a compreender a literatura como força viva e formadora. Com seu domínio da palavra, ensinava-nos que ela é capaz de transformar realidades e moldar consciências.
Hoje falamos de saudade. Saudade da amiga, da confreira atenta, da alma vibrante que sempre tinha tempo para escutar, aconselhar e partilhar sua paixão pela literatura — e que, agora, já não está entre nós fisicamente.
Mas, ainda que ausente aos olhos, permanece viva entre nós. Sua presença espiritual nos acompanhará em cada leitura, em cada texto bem escrito, em cada gesto de amor à Língua. Seu legado ecoará não apenas entre nós, seus confrades e confreiras da Academia de Letras de Palhoça, mas em todos aqueles que, direta ou indiretamente, forem tocados por seu exemplo e suas lições.
Que esta homenagem não seja apenas um adeus, mas um compromisso: o de manter acesa a chama do saber, da palavra e da generosidade que Zelka tão bem encarnou.
