
PALHOÇA – Em uma noite marcada pela emoção e pelo resgate da memória literária e jurídica da região, a Academia de Letras de Palhoça (ALP) realizou, no último dia 31 de julho de 2026, a Sessão da Saudade em memória do confrade Juarez Artur Hoffmann Nahas. O evento teve lugar no Centro Cultural Laudelino Weiss, no coração da cidade, reunindo acadêmicos, familiares e autoridades.
A solenidade teve início às 19h30min, sob a condução do mestre de cerimonial Antônio Manoel da Silva, o Biéli. Em sua introdução, Biéli refletiu sobre o conceito da "imortalidade acadêmica", destacando que a obra e o legado de um escritor transcendem a existência física. Logo após, a presidente da ALP, Neusa Bernado Coelho, abriu oficialmente a Sessão Solene.
O auditório contou com a presença de diversos membros da academia, além de amigos e familiares do homenageado. Entre os convidados, destacou-se a presença do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, João Rosa de Freitas Júnior (Doca). O ex-parlamentar foi lembrado por sua atuação decisiva na aprovação de projetos legislativos que honraram o nome de Juarez Nahas em âmbito municipal.
Durante a cerimônia, a tribuna foi ocupada por oradores que traçaram um perfil multifacetado de Juarez, que além de escritor, atuou com distinção como Promotor Público.
Gladys Rosa (ALP) proferiu um discurso comovente focado na convivência fraterna e na trajetória do colega entre os imortais da Casa.
Arthur Nahas (Neto), representando a família, enalteceu o trabalho do avô e agradeceu à ALP pelo zelo com que mantém viva a memória de seus membros.
Luiz Carlos de Sousa (ALP) destacou a carreira jurídica do homenageado, ressaltando sua integridade e paixão pelas letras.
Maria José Carvalho de Souza (ALP) sintetizou, em palavras precisas, a relevância da obra literária deixada pelo confrade.
Ao encerrar os discursos, a presidente Neusa Bernado Coelho relembrou as principais realizações de Juarez Nahas e, conforme o estatuto da instituição, anunciou oficialmente a vacância da Cadeira número 30. A vaga deverá ser ocupada por um novo escritor em processo seletivo futuro, mantendo o ciclo de renovação da literatura palhocense.
A cerimônia foi finalizada com a entoação do hino da ALP, de autoria do acadêmico Biéli, seguida do tradicional ritual de fechamento da Casa Paschoal Apóstolo Pítsica (CPAP), selando uma noite de reverência a um nobre cidadão palhocense que dedicou sua vida à justiça e à palavra escrita.
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