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Concurso Online “Veredas da Poesia-Ano V”
             

Divulgação dos vencedores

A Comissão de Seleção do Concurso Online “Veredas da Poesia-Ano V”, instituída pela Academia de Letras de Palhoça, após análise dos trabalhos inscritos, classificou as três poesias vencedoras do certame.

1º Lugar: “Racista” – Autor: Francisco Bandeira Júnior, Fortaleza - CE

2º Lugar: “Menino Sírio” – Autor:Antônio Fernandes do Rêgo, Natal - RN.

3º Lugar: “Na Era do Dgital e Virtual"  – Autor: Olidinéri Bello, Fortaleza - CE

Os três vencedores do Concurso receberão a premiação prevista no artigo oitavo do Regulamento, no dia 28 de setembro de 2017, às 15:00, na Sede da ALP, instalada dentro do complexo educacional da Faculdade Municipal de Palhoça, sito à Rua João Pereira dos Santos, 305 - Bairro Ponte do Imaruim - Palhoça - Santa Catarina.

Além destes, outros trabalhos foram selecionados e indicados para receber o Certficado “Menção Honrosa”, concedido pela ALP.

 

Concurso Online "Veredas da Poesia - Ano V" - Tema: ""Guerras", "Preconceitos" e "Eu e a Internet"."

 

1º lugar: "Racista". Autor: Francisco Bandeira Júnior

 

Um resquício do ódio hitlerista

entranhado no espírito do infeliz

que se diz ser melhor, mas não conquista

um por cento do mérito do que diz.

 

Sentimento provindo de imbecis,

é covarde, cruel e egoísta,

um estúpido idiota ser racista

que ignora as leis do seu país.

 

Como pode com tanta prepotência

por à frente da sua consciência

um  mesquinho patético desamor?

 

Mas nem lembra que a cova lhe espera

e a matéria no chão se dilacera

transformando-se em pó,  no chão sem cor.

 

2º lugar: Menino Sírio. Autor: Antônio Fernandes do Rêgo


Na guerra fratricida desse mundo:

Caminhos encerrados e aflições,

A morte rastejando sobre as telhas

Derruídas ao brilho das centelhas

E ao rutilo do fogo dos canhões;

 

Disse o menino sírio, em grande dor

Morrendo: "Eu vou contar tudo isto a Deus!"

Muita infâmia... Que mal fez este aí?

Onde o poder está a competir

Na igual doblez dos novos fariseus!

 

Só viu o vídeogame da desgraça,

Sem celular e sem computador,

Na flor da infância, só deixou o sonho,

Sua esperança de um povir risonho

Sobre a ruína, ali cambaleou...

 

Três anos!... Só calamidade e guerra,

Nem deu para brincar lá nas pracinhas,

Menino sírio, mas leva a meiguice,

Deixa a tristeza, já que Jesus disse:

"Deixai-me vir a mim as criancinhas!"

 

3º lugar: Na Era do Digital e Virtual. Autor: Olidinéri Belllo


Feliz sou porque tenho conexão

Com o mundo e com a cronologia.

Da vida, faço uma reflexão

E vou formando a minha ideologia

 

Descubro o passado e o presente.

Imagino o futuro, formulo o conhecimento,

Mas não desisto do contato com minha gente.

Ver o outro preso à internet é muito aborrecimento

.

A internet veio para que eu e você possamos aprender.

Nas horas de folga, termos o que ler e com o que nos divertir.

Assim, é mais fácil, para nós, a vida compreender.

Mas há quem se tornou escravo e isso não consegue admitir.

 

Não vê a dança das flores ao vento,

O tombo da criança no brinquedo da praça,

O escorregão do idoso no pavimento.

Assim, não vê que se desumaniza e torna a vida sem graça.

 

Era do digital e virtual, época que pode nos proporcionar muita sabedoria

Mesmo estagnados, exploramos o desconhecido,

Viajamos pelo universo, resolvemos problemas e descobrimos muita teoria.

Mas é, no olho a olho, que cada um se conhece e se torna um cidadão comprometido.

 

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