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Discurso proferido pelo acadêmico Ney Santos, por ocasião do lançamento do livro Alquimia do Bem, do escritor Luiz Carlos de Souza, no dia 06 de dezembro de 2016, às 20 horas, na Sede da ALP.

Luiz Carlos de Sousa, um escritor de contos

Senhoras, senhores, colegas Acadêmicos, convidados. Boa-noite:

Quando conheci o escritor Luiz Carlos de Sousa, confesso, imaginei - como também o fez, Aline Cabral Vaz, na contracapa da obra ora em lançamento - que seus textos seriam do tipo formal e, como dizia Raul Seixas: “cheios de palavras que eu sei/ Que nunca vou usar”.

Essa impressão inicial desvaneceu-se por completo já em nosso segundo encontro, quando o autor nos relatou sobre uma carta que escrevera a um rapaz, em nome da uma jovem apaixonada. A carta surtiu tal efeito que o destinatário, poucas semanas depois, a pediu em casamento. Evidenciava-se ali a capacidade de Luiz Carlos no trato com as palavras.

Ao iniciar a leitura de seu livro estabeleceu-se em mim tal curiosidade que me foi impossível ler os contos na sequencia proposta. Lia-os com sofreguidão, um após outro. Primeiro os do início, depois alguns do fim e, ainda outros, do meio, para finalmente voltar à leitura na ordem correta.

Contos capazes de nos fazer rir sozinhos, como o caso do Jorge Henrique e seu amigo Oscar Parafina, empoleirados no galho fino e balouçante da goiabeira, um mandando o outro descer e enfrentar os cães, embaixo. Hilário! Ou então, nos emocionar, quase às lágrimas, quando o jovem médico, tendo de fazer um parto, descobre que o bebê recém-nascido é, na verdade, seu filho.

Luiz Carlos é um hábil escritor, capaz de brincar no momento certo e ser sério quando preciso. De, por meio de suas estórias - ou histórias, tal a verossimilhança neles contida -  transmitir-nos mensagens de fé, de esperança, de amor ao próximo e à natureza. Uma pessoa capaz de ver uma faceta de bem em qualquer indivíduo, seja no menino, insensível caçador de rolinhas, no “bebum” inveterado ou no “bicheiro” honesto.

Também capaz de fazer duras críticas à nossa sociedade – incluindo-se nela – quando diz, por exemplo: “Indultamos canalhas por que deles precisamos”. Ultimamente temos visto isso ocorrer com frequência absurda. Tantas pessoas corruptas valendo-se da delação, da acusação para se safarem ou reduzir as penas a elas determinadas.

Ainda em “O Menino do Rio do Peixe” faz, com uma sensibilidade marcante, ásperas críticas aos destruidores da natureza com seu afã ganancioso.

Por essas e outras, senhoras e senhores, ler as narrativas contidas e contadas em “Alquimia do Bem” faz-nos relembrar daquelas estórias que nossos pais nos contavam à noite, antes de dormir. Estórias que traziam no seu bojo mensagens e ensinamentos para a vida. Ouvi muitas assim, e adorava!

Não me ocorre palavra melhor para definir o trabalho de Luiz Carlos de Sousa que não seja: Surpreendente!

 

Parabéns e muito obrigado pela atenção!

 

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