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DISCURSO DO ACADÊMICO ANTÔNIO MANOEL DA SILVA, EM FAVOR DE GEDALVO JOSÉ DOS PASSOS, DURANTE A 1ª SERENATA CULTURAL DE PALHOÇA, OCORRIDA NO DIA 27 DE NOVEMBRO DE 2012, ÀS 20 HORAS, NO RESTAURANTE CASA AÇORIANA, INSTALADO NA PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO DO SHOPPING VIA CATARINA.

Representando a Academia de Letras de Palhoça, cumprimento as autoridades e personalidades presentes.

Senhoras e Senhores, Boas Noite!

A história de Palhoça já vem sendo contada desde os primórdios de sua fundação, e de várias maneiras, seja pela literatura, pela cultura, pela arte, pelo esporte, enfim, pelos principais segmentos sociais desta cidade. Na literatura, sobretudo, grande parte dos acontecimentos de maior importância, na história do nosso Município, foi primorosamente registrada em livros por brilhantes escritores palhocenses, como José Lupércio Lopes, Claudir Silveira e João José da Silva. Não há como negar a prestimosa contribuição destes cidadãos, quanto ao registro histórico desta cidade.

E hoje, senhoras e senhores, com a entrega do prêmio “Incentivador da Cultura”, a Academia de Letras de Palhoça vem a público exaltar o nome de outro cidadão palhocense, que muito contribuiu para a cultura e a história de Palhoça, mas de um modo bem diferente, apenas lançando mão de uma máquina fotográfica.

Falo de Gedalvo José dos Passos, cidadão palhocense, que teve a ousadia, a coragem e o capricho de retratar quase todos os cantos e recantos deste Município, deixando, para a posteridade, um preciosíssimo acervo fotográfico. E tudo começou com uma máquina fotográfica que tomou emprestada de uma tradicional família do Aririú, por volta do ano de 1942, quando ainda era um adolescente.

Embora nutrisse, desde pequeno, o gosto pela fotografia, não foi de imediato que Gedalvo a ela se dedicou. Antes, direcionou sua vida para o Magistério, tornando-se professor, indo lecionar em várias instituições de ensino, dentre elas, a escola de Anitápolis e o Colégio Governador Ivo Silveira, no centro de Palhoça. Foi só a partir da aposentadoria, no final da década de 1960, que ele passou a se dedicar, efetivamente, à arte de fotografar.

Gedalvo foi o pioneiro neste ramo de negócio dentro do Município, quando abriu um estabelecimento em parceria com o sócio Lindolfo Rocha, no centro da cidade, com o sugestivo nome “Foto Palhoça”, impresso de forma manual, numa singela placa de madeira. Ali ele montou um pequeno laboratório fotográfico, onde revelava as fotos, imprimindo-as nos tamanhos 3x4cm, 10x15cm e 13x18cm. As fotos maiores, os Posters, eram impressas em outros estúdios, na ilha capital. Pouco tempo depois, comprou a parte de seu sócio e passou a tocar sozinho o negócio.

A partir daí, seguiu fotografando por mais de 40 anos, registrando inúmeros casamentos, batizados, primeiras comunhões, crismas, aniversários, festas religiosas, acontecimentos políticos e sociais, formaturas, dentre outros. Quem ainda não tem, colado em algum documento, uma foto batida por Gedalvo? Quantos políticos desta cidade não tiveram os seus rostos estampados no material de campanha, com fotos tiradas e reveladas no estúdio Foto Palhoça?

Gedalvo José dos Passos é natural de Palhoça, nascido no dia 3 de maio de 1927. É filho de José Juvêncio dos Passos e de Maria de Lourdes Medeiros. Casou-se com Judithe Macedo dos Passos, com quem teve 10 filhos.

Por seu legado deixado ao povo palhocense, Gedalvo já recebeu inúmeros prêmios, sendo condecorado diversas vezes pelo poder público e outras instituições, fato que lhe causa grande alegria e satisfação, e enche de orgulho a sua família e o povo palhocense.

Este prêmio que irá receber, hoje à noite, como “Incentivador da Cultura”, certamente será mais um a elevar o grande rol de títulos e honrarias que, meritoriamente, conquistou e que ainda deverá conquistar.

 

Muito Obrigado!

 


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