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DISCURSO DO ACADÊMICO ANTÔNIO MANOEL DA SILVA - BIÉLI, DA ACADEMIA DE LETRAS DE PALHOÇA, NO DIA 19 DE ABRIL DE 2012, DURANTE SESSÃO SOLENE NA CÂMARA DE VEREADORES DO MUNICÍPIO, SAUDANDO O ESCRITOR J. J. SILVA, POR OCASIÃO DA SEGUNDA ENTREGA DO PRÊMIO IVO SILVEIRA DE CULTURA.

HOMENAGEADO: João José da Silva

Meus cumprimentos ao Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Palhoça, Vereador Otávio Marcelino Martins, em cujo nome saúdo os demais membros da Mesa e desta Casa;  autoridades e personalidades aqui presentes, todas já devidamente nominadas e anunciadas; Confrades e Confreiras, senhoras e senhores, Boa noite!

Gostaria de externar, em nome da Academia de Letras de Palhoça, a alegria e a satisfação de estarmos aqui hoje, diante de tão seleta plateia, para prestar justa e merecida homenagem a um ilustre cidadão que obteve destaque como personalidade da cultura, dentro do Município de Palhoça. E cultura, como todos sabem, é tema de significação dotado de invejável pluralidade, pois abrange muitos “viveres” e “saberes” de um povo. É preciso, portanto, que se faça o devido registro, o reconhecimento e a sublevação dessas pessoas, que dedicam parte de suas vidas a este segmento social, muitas, inclusive, com extraordinário entusiasmo e abnegação, em favor da sociedade.

E foi justamente para atender a este propósito, que o Corpo Legislativo desta Casa, acolhendo o requerimento da Colenda Academia de Letras de Palhoça, votou e aprovou a Lei nº 3.293, de 19 de maio de 2010, criando o Prêmio Ivo Silveira de Cultura, e estabelecendo o Dia do Escritor no âmbito municipal, anualmente comemorado em 13 de fevereiro, fazendo coincidir com a data de aniversário de fundação do augusto sodalício.

O Prêmio Ivo Silveira de Cultura foi entregue, pela primeira vez, no dia 19 de abril de 2011, aqui neste recinto, cujo primeiro homenageado foi o escritor Claudir Silveira. Naquela ocasião, tive a grata satisfação de ser carinhosamente escolhido, entre os meus colegas confrades e confreiras da ALP, para elaborar e proferir uma pequena alocução em favor deste grande escritor e cidadão palhocense, que, infelizmente, havia falecido em 7 de janeiro de 2010.

Confesso que o júbilo e o peso da responsabilidade me fizeram superar todos os obstáculos, na busca de dados e informações acerca deste grande vulto da história de Palhoça, que, por fim, resultou na minha presença aqui, nesta tribuna, para prestar justa e merecida homenagem a Claudir Silveira, por tudo o que fez por sua terra e por sua gente.

E hoje, senhoras e senhores, nobres confrades e confreiras, orgulhosamente me vejo aqui denovo, ocupando este espaço, dessa vez para prestar merecida homenagem a outro grande nome da literatura palhocense, e que muito tem colaborado para a propagação da cultura e da história de Palhoça, que é o escritor João José da Silva, o popular João do Jornal.

A escolha do seu nome para receber tão importante comenda, nesta noite, alcançou deliberadamente a unanimidade entre os Membros Efetivos da Academia de Letras de Palhoça, em sessão especialmente marcada para tal fim. E podemos afirmar que os quesitos de maiores pesos atribuídos, no conjunto de suas obras e realizações, foram a longa experiência na imprensa escrita e os livros que publicou.

Ao todo já são seis livros lançados pelo escritor, que ainda exerce efetivamente a atividade jornalística, ajudando a divulgar a história do município.

A literatura de J. J. Silva, pseudônimo que adotou por opção, está representada nas obras: “Dois Tempos” – Poesias, (1987); “Ao Deus Dará: uma cidade em busca do elo perdido”, (1997); “Um Zé Qualquer”, (2002); “Aos Pés do Cambirela”, (2007); “Beltrano e os Fulanos”, (2008); e “Na Beira Sem Eira”, (2010). Além desta farta bagagem literária, João promete aos seus leitores, ainda para este ano, o lançamento de mais um livro, intitulado “A Política Como Ela É”, que já se encontra no prelo.

Considerado um verdadeiro ícone das letras e figura indissociável da cultura deste município, João vem se dedicando, desde tenra idade, a prestar relevantes serviços à sociedade palhocense.  Já no limiar da idade adulta, materializou sonhos, muitos dos quais com reconhecido êxito e louvor.

O talento comercial foi desenvolvido de modo paralelo ao musical, quando fundou e administrou o Snoopy Bar, no Alto Aririú, local que se transformou no espaço cultural e de entretenimento mais prestigiado do Município, porque passou a sediar, com primoroso sucesso, várias edições do Festival de Músicas Inéditas de Palhoça, evento que promoveu por 17 anos consecutivos, do qual tive o privilégio de participar, e a felicidade e o mérito de obter classificação e de receber prêmios. Infelizmente, por falta de segurança pública, no ano de 2005, fechou o estabelecimento e, consequentemente, extinguiu o festival.

Ainda no meio musical, produziu e organizou diversos shows nacionais dentro do município, dentre eles: Zé Geraldo, Tribo de Jah, Sá e Guarabira, Cidade Negra, Grupo Rappa, Trio Elétrico da Bahia, Dante Ramon Ledesma, os Racionais, e tantos outros que, apesar do esforço memorial despendido, não foi possível trazê-los à baila para este momento. Todavia, o povo palhocense desta geração é figura coadjuvante destes feitos, e, quiçá, um dia, possa torná-los indeléveis às futuras gerações.

Nos anos 90, João José da Silva se enveredou pelos campos do teatro, e fundou o Grupo de Teatro Pedra Branca, que encenou muitas peças e musicais de sua autoria, com apresentações em várias cidades de Santa Catarina, sobretudo, naquelas inclusas na Região da Grande Florianópolis. Quem não se lembra das exibições de “As Guitarras não Podem Parar” e de “Jesus Ano 2000”?

No ramo jornalístico, iniciou no extinto jornal Expresso, de Santo Amaro da Imperatriz, no ano de 1987; Em 1988, foi um dos fundadores e sócio do jornal Regional, também de Santo Amaro da Imperatriz, com circulação em toda a Região Metropolitana de Florianópolis; no ano de 2002, fundou o jornal O Palhocense, semanário que circulou dentro do Município de Palhoça e que permaneceu ativo por exatos 14 anos; em 2003, fundou o jornal O Cambirela, também com exclusividade para o território palhocense, que esteve operante por 3 anos. Finalmente, no ano de 2006, fundou o jornal Palavra Palhocense, em parceria com seu filho Alexandre Bonfim, jornalista, e juntos seguem, há 6 anos, levando a notícia de bairro em bairro e registrando para a posteridade a nossa história.

No Palavra Palhocense, João hoje se dedica a escrever as colunas, Boca Maldita e Coluna do Beltrano, ambas com ênfase aos fatos políticos de Palhoça, e ainda responde pela Editoria de Política, deste que é, incontestavelmente, o principal jornal do município.

Embora se sinta profundamente feliz, por ter realizado tantos sonhos, João não se sente de todo realizado. Ainda quer mais. Seu maior sonho é escrever uma coluna de jornal sob o título “Boca Santa” - em oposição à coluna que escreve “Boca Maldita” -, vislumbrando a sua querida Palhoça sem problemas estruturais, com os seus governantes gozando de ilibada conduta. Sonha com uma cidade mais humana e sem violência.

Como se vê, a contribuição literária, histórica e cultural deixada até aqui, por este notável cidadão, para a sociedade palhocense, é de uma importância extraordinária. Os seus livros, sobretudo, têm concorrido, de modo bastante expressivo, para o somatório de todo o cabedal literário de Palhoça, cujo acervo já conta com significativo número de publicações, grande parte composto por obras de escritores conterrâneos, nas quais se estrutura toda a pesquisa histórica desta cidade.

João José da Silva, popularmente conhecido como “João do Jornal”, mas que, no círculo literário, assina sob o pseudônimo de J.J. Silva, nasceu no dia 12 de janeiro de 1956, na localidade de Alto Aririú, Município de Palhoça, onde viveu toda a infância e grande parte da vida adulta, de lá só saindo para ir morar no centro de Palhoça.

É filho de José João da Silva e Teófila Balbina da Silva, sendo o  6º filho de um total de sete.

Fez os estudos do Ensino Fundamental (antigo 1º Grau) na escola Nicolina Tancredo, no Alto Aririú, e o Ensino Médio (antigo 2º Grau) no colégio Governador Ivo Silveira, no Centro de Palhoça.

A experiência matrimonial aconteceu no ano de 1990, aos 34 anos, e deste primeiro casamento nasceu o filho Alexandre Bonfim, hoje jornalista e seu parceiro no jornal Palavra Palhocense. Mais adiante, no ano de 2001, casou-se, pela segunda vez, e desta união nasceu o filho Davi João da Silva.

Por fim, diante de tudo o que foi dito, desnecessário seria perguntar, qual palhocense ainda não conhece o João do Jornal? Afinal, como escritor, jornalista e, acima de tudo, como um homem eminentemente ligado à cultura, tudo o que este honorável cidadão produziu é de amplo conhecimento público, e se constitui num conjunto de preciosidades que deixa como legado ao povo palhocense.

Muito obrigado.



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